VELEJAR: PRIMEIROS CONCEITOS (TERMOS NÁUTICOS)

Velejar é arte. Velejar é esporte e lazer sadio.
Conseguir velejar em todas as direções é um agradável desafio.
Se desenvolver tanto na vela de passeio como em regatas é um querer sublime.
Velejar também é desfrutar do lazer, emoção, natureza, do bem estar, sentimento e do entretenimento saudável que é a vela.
 
Você pode começar com esta primeira parte teórica sobre os têrmos náuticos mais comuns.  

Fico à disposição caso queira saber mais ou se interesse pela
parte prática ou por regatas. Para tanto click aqui
 
Bons Ventos!
 
Augusto Coelho
Tel (13) 9710.9871  -
www.velaecia.com.br/arquivos/velejar.doc

 

 

Artigo 1 - Termos Náuticos

Termos Gerais

Adriças: Cabos usados para levantar ou içar as velas

Alheta: Parte da embarcação entre o Través e a Popa

Amantilho: Cabo preso ao topo do mastro, que suporta a retranca prevenindo a sua queda no convés quando se abaixa a vela grande

Boca: A parte lateral mais larga de uma embarcação

Bochecha: Parte da embarcação entre a proa e o través

Bombordo: O lado esquerdo da embarcação quando se está olhando para a proa

Boreste: O lado direito da embarcação quando se está olhando para a proa

Brandais: Cabos de aço estendidos lateralmente até o topo do mastro, que impedem o seu movimento para os lados

"Burro": Dispositivo usado para puxar a retranca para baixo

Cana de Leme: A alavanca que controla o leme

Catracas: Um dispositivo mecânico ou elétrico usado para aumentar a capacidade de puxar um cabo

Cockpit: Espaço na parte de trás da embarcação onde se localizam os seus comandos

Cruzeta: Reforço lateral em forma de cruz fixada ao mastro onde se apóiam os brandais

Cunho: Peça fixada ao convés usada para amarração de cabos

Estai de Popa: Cabo de aço estendido entre a popa e o topo do mastro que impede o seu movimento para frente

Estai de Proa: Cabo de aço estendido entre a proa e o topo do mastro que impede o seu movimento para trás

Esticador: Dispositivo usado para tensionar os estais e brandais

Fuzil: Dispositivo que conecta os estais e brandais ao convés ou casco

Escotas: Cabos usados para controlar as velas. "Caçar" é puxar esses cabos trazendo a vela para a linha de centro do veleiro e "Folgar" é soltá-los, deixando a vela se afastar dessa linha de centro

Genoa: Vela triangular usada na proa

Garlindéu: A junção que une a retranca ao mastro. Funciona como um elo giratório que permite a retranca mover-se para cima, para baixo e de um lado para o outro

Guarda-Mancebo: Proteção de cabos de aço ao longo da borda da embarcação

Leme: Um dispositivo com a forma de uma chapa, localizado na popa do barco e que serve para governá-la

Mastreação: Conjunto de mastros, retrancas, estais, brandais e demais peças que suportam as velas

Mastro: Perfil vertical que suporta as velas e a retranca

Mestra ou Vela Grande: Vela principal montada no mastro maior

Moitões: Conjunto de roldanas que servem para guiar cabos numa direção desejada ou para compor conjuntos para a redução de esforço

Nó: Medida de velocidade da embarcação equivalente a uma milha náutica por hora ou 1,852 quilômetros por hora

Pé: Medida equivalente a 12 polegadas ou 30,48 cm

Popa: Parte de trás da embarcação

Poste de Guarda-Mancebo: Poste vertical que suporta cabos de aço ao longo da borda da embarcação

Proa: Parte da frente de uma embarcação

Púlpito: Armação de tubos usada para proteger o velejador durante as operações na proa da embarcação

Quilha: Um peso sob a forma de uma barbatana, fixado na parte de baixo do casco do veleiro, que serve para impedir o abatimento lateral da embarcação e contribui para a sua estabilidade

Retranca: Perfil horizontal usado para prender e estender a esteira da vela grande

Spinnaker ou Balão: Vela de Proa muito leve e grande usada com ventos de popa até o través

Storm-Jib: Pequena vela de proa, muito resistente, usada com ventos muito fortes

Outhaul: Cabo usado para tensionar a parte de baixo da testa da vela.

Bicha ou Downhaul: Cabo usado para tensionar a valuma da vela

 

Termos Referentes as Velas

Bolsa de Tala: Reforços costurados a vela usados para acomodar as talas

Cunningham: Olhal (ilhós) instalado na testa da vela grande usado para tensioná-la

Esteira: Borda de baixo

Forras de Rizo: Dispositivo (olhais e cabos) usado para reduzir a vela quando o vento está muito forte

Olhal: Argola de metal usada para reforço

Punho da Adriça: Topo da vela (Local onde é presa a adriça)

Punho da Amura: Parte (canto) de baixo da vela

Punho da Escota: Local onde é presa a escota.

Talas: Tiras de plástico ou madeira que atuam enrijecendo a vela e mantendo uma forma desejada. Contribuem também para evitar o panejamento da valuma

Testa: Borda da frente.

Valuma: Borda de fora da vela

 

Termos referentes a embarcação (navegando)

Adernar: Inclinar a embarcação para um dos bordos

Arribar: Girar a Proa no sentido de afastá-la da linha do vento (contrário de orçar)

Árvore Seca: Navegação "sem velas" quando o vento está muito forte

Asa-de-Pombo: Disposição das velas em lados opostos quando se navega com o vento pela popa

Amuras a Bombordo: Quando o lado de Bombordo é o que recebe o vento (Barlavento)

Amuras a Boreste: Quando o lado de Boreste é o que recebe o vento (Barlavento)

Barlavento: A direção de onde vem o vento (contrário de sotavento)

Bordejar: Velejar contra o vento usando uma série de cambadas

Caçar: Puxar as escotas

Cambar: Girar a Proa através da linha do vento, mudando as velas de lado

Dar um Jaibe: Girar a Popa através da linha do vento, mudando as velas de lado

Filado ao Vento: Condição em que a embarcação aponta a proa diretamente para o vento sem seguimento ou governo

Folgar: Soltar as escotas

Orça Fechada: Velejar o mais próximo possível da linha do vento em direção contrária a este

Orça Folgada: Velejar num ponto entre a orça e o través

Orçar: Girar a Proa na direção do vento (contrário de arribar)

Panejar: Movimento da vela de balançar irregularmente quando se solta demais a escota ou quando a proa do barco aponta para a linha do vento num ângulo menor do que a orça fechada

Popa Rasa: Velejar com o vento soprando na mesma direção da embarcação

Rizar: Reduzir a área vélica quando o vento está muito forte, dobrando-a sobre a retranca (vela grande) ou enrolando-a no estai de proa (genoa)

Sotavento: A direção para onde vai o vento (contrário de barlavento)

Través: Velejar com o vento perpendicular em relação ao rumo da embarcação

Través Folgado ou Alheta: Velejar num ponto entre o Través e a Popa Rasa

Vento Verdadeiro: A velocidade e direção do vento anotadas por um observador estático

Vento Aparente: A velocidade e direção do vento anotadas por um observador que se move em uma embarcação

 

 


Nota: este trabalho é uma compilação de dados enviados por colaboradores, pesquisa na Internet e em livros náuticos. Caso V. queira complementar, comentar, corrigir, enfim,   colaborar para a  melhoria deste texto, a sua colaboração é bem vinda. Por favor envie e-mail para augusto@velaecia.com.br  ou fale comigo: Augusto - Tel (11) 5058.3455 - Site www.velaecia.com.br. A exemplo da gloriosa Escola de Sagres do Século XV, procuramos ter o espírito de divulgar, aperfeiçoar, trocar conhecimentos náuticos, porque "navegar é preciso", tanto na Internet, como no Mar.  Grato.  Janeiro 2006.  Augusto Coelho.

O Infante D. Henrique e a Escola de Sagres”,de Ulcafonso (Umbelina da Anunciação Cerqueira Alfonso) - 82x54cm, óleo sobre tela, 1991